O homem cria uma inimizade com seu Criador através do primeiro pecado. Isso ocorre ao tentar se igualar ou ser superior a Ele. Tudo que vai contra a razão, a verdade e a reta consciência demonstra uma profunda falta de amor para com Deus. É também uma falta de amor ao próximo. É isso que chamamos de pecado. Pelo batismo, Deus une-se a nós novamente, e a única forma de nos separarmos d’Ele é pelo pecado mortal, o causador da morte da alma. O pecado mortal nos afasta do amor de Deus, ele corta a ligação filial que temos com Ele, nos faz certamente perder o céu, nosso fim último. Quando decidimos de forma livre e conscientemente desobedecer a Deus ou deixar de fazer o que Ele nos pede, cometemos então uma falta de matéria grave, ferindo a natureza humana e destruindo a caridade dos nossos corações. Através da Sagrada Escritura e pela Igreja Católica Apostólica Romana, conhecemos a real vontade de Deus, mas precisamos entender que elas não causam a Vontade, somente a nos é revelada.
Contrário do pecado, temos a virtude, que é o nosso esforço em identificar a nossa vontade com a de Deus, diz um velho axioma teológico: “Deus não nega a sua graça a quem faz o que pode”. Ou seja, se estivermos fazendo tudo o que podemos, com certeza receberemos a graça de Deus que nos formará a virtude. Estamos de fato rezando todos os dias? nos confessando e comungando frequentemente? nos ocupando em tarefas sadias? evitando pessoas e lugares que nos levam a pecar? ficam estes questionamentos.
Outra coisa muito importante é reconhecermos nossas fraquezas, nossas misérias. todos temos defeitos, más sempre há um que se destaca, que nos é como um obstáculo para que possamos perseverar na vida espiritual. Este defeito que nos leva a pecar é permanente e os pecados tornam-se eventuais, o defeito é uma fraqueza do nosso caráter que precisamos o quanto antes nos desfazer para que possamos praticar as virtudes. Eles precisam ser arrancados pela raíz, assim como as ervas daninhas em um jardim, enquanto não o fizermos, continuarão a ser cultivadas e propagadas. Os teólogos estabeleceram sete principais defeitos que levam a todos os pecados atuais, são chamados de sete vícios ou pecados capitais, pecados que são mais frequentes na nossa vida, não sendo necessariamente o pior. São eles: soberba, avareza, luxúria, ira, gula, inveja e preguiça. Portanto, o mais importante a saber é o que de fato nos leva a pecar, e não quantos pecados cometemos.
Mas o que um pecado implica nossa relação com Deus? Quando deixamos de fazer as vontades d’Ele, nos preocupamos com as nossas. Assim, damos a entender que somos superiores e que não precisamos de Deus. No pecado nós nos afastamos da sua presença. Deus não se afasta de nós. Nós somos os únicos responsáveis por alcançar ou perder o céu. Deus quer que todos sejamos salvos e que tenhamos a vida eterna.

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